Cumplicidade

Leitura: Atos 5.1-11

“Por que vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor?” (At 5.9).

Dizem que “casamento para dar certo deve haver cumplicidade entre os cônjuges”. Ananias e Safira, certamente, era um destes casais. Um dos primeiros convertidos na igreja em Jerusalém. Acompanharam o crescimento da igreja e ouviram os ensinamentos dos apóstolos. Naquele tempo, os cristãos vendiam seus bens para cooperar com o bem comum. Quantas vezes Ananias e Safira viram isto, ou quem sabe, fizeram parte da Comissão de Assistência Social.

Os dois possuíam uma propriedade e decidiram vendê-la e ofertar para a igreja. Porém, na hora de entregar o valor arrecadado, algo aconteceu. Com o conhecimento da esposa, Ananias guardou parte do dinheiro, para uma eventualidade, ou poupança, quem sabe fazer aquela viagem sonhada. Então, foi até Pedro e entregou o dinheiro. Ananias esqueceu das lições bíblicas — quem dirige a igreja é o Espírito de Deus. Ananias foi desmascarado em sua mentira e na mesma hora caiu morto (5.5).

Safira não estava presente. Quem sabe, fora aplicar o dinheiro retido. Pedro aproxima-se dela e lhe dá a oportunidade de falar a verdade. Safira confirma a história da venda feita por Ananias e é apresentada aos que iam levá-la para o cemitério. Assim acabou a história de um casal, até então, abençoado.

Até que ponto deve haver a tal “cumplicidade” entre marido e mulher? O problema do casal fora a hipocrisia. Não eram obrigados a doar nada. A tentativa de “marcar pontos” junto a liderança, levou-os à morte. A cumplicidade no pecado não é encorajada na Palavra de Deus. A aparência de santidade é condenada e desmascarada. Nada como a verdade. Quem tentar vender uma imagem, receberá o que não esperava.

A hipocrisia atenta contra o caráter de Deus.